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a palavra vai
à palavra
tonta
véu de
estranheza –
consuma-a e
não: a junção
mais dura
e: movimento
em falso
um som vai
a outro –
gesto
irrompe
– um
deslizamento
que
saqueia
o céu
(de Aresta)
vide o
verso
do éden
de onda
espumante
emana
vida
dúvida
áspide
disse:
morda
morda
amor
eva-
evento
sobre-
vem-nos
em si
nua
outro
sentido
corpos
lançam-se
caem
(já não
anjos
não animais)
no ser
em
abismo
(de eu versus)
ditirambo
pantera
fareja
tirso
trisca
mênades
meneiam
corça
salta
pedra
verte
bacantes
abatem
dioniso
dinamiza
(de eu versus)
nada
ainda
se
diz
o que soa
volteia
irresol
vível
algaravia
conversa
desconexa
na treva
riscamos
no chão
incerto
signo
(de Diz)
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Francisco K nasceu no Recife (1961) e mora em Brasília desde os 5 anos. Concluiu licenciatura em Letras e mestrado em Comunicação na Universidade de Brasília, este último com dissertação sobre o filme Limite, de Mário Peixoto. Participou dos eventos intersignos Labirinto Transparente (no grupo Heleura, 1987), Afrofuturismo (várias edições, de 1999 a 2003) e Obranome II (Museu Nacional de Brasília, 2008). Publicou os livros de poesia Aresta / Hagoromo (Thesaurus, 1990), 1001 (Noosfera, 1997), eu versus (7 Letras, 1999), Poesia Aporia (7 Letras, 2002) e Diz (Casa das Musas, 2007). Tem no prelo o livro Poesia? e Outras Perguntas, de textos críticos.
postagem de gilson f.
Não sei nem o que dizer sobre esse poema
ResponderExcluirMeio surrealista
Meio desconexo
Meio galático?
Não sei
Acho que tô meio burro